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#Be_One Be_Original

One Life, One Day, One boy.

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One Life, One Day, One boy.

07.Jul.17

Sopro

     Estamos rodeamos de mundo. À direita, à esquerda, atrás, à frente... Tudo à nossa volta se resumo ao mundo.

     Todos nós, cada um de nós, estamos inseridos nesse mundo, que vamos construindo aos poucos, peça por peça.

     Mas será assim tão fácil conseguir inserir tudo o que é nosso nesse nosso próprio mundo, nesse mundo que é construido por nós?

     Não entendo, mas por vezes tenho a sensação de que tudo aquilo que eu construí me foge por entre os dedos.

     Como é possível, a obra abandonar o criador?

      Não o entendo... é incrível como tudo o que nos rodeia um dia nos desilude, nos engana, nos desmotiva com um simples toque, uma simples palavra, ou até mesmo um simples gesto.

      Não é fácil falar nisto, nunca o foi, mas também acho que nunca o será.

      Sinto que cada vez mais estou sozinho, que me entregaram às feras e que agora só  me resta sobreviver.

      Não sei porque o fizeram, mas sei que o fizeram, e agora apenas me resta fazer-lhes a vontade.

      Nunca pensei que algo pudesse vir acontecer, mas a realidade é esta, aconteceu!
      Não sei que fazer, nem que que dizer. Sinto-me dividido entre o passado e o presente.

      É difícil aceitar o que aconteceu, ver que nem tudo é tão perfeito à nossa volta como sempre pensamos que fosse, perdermos os nossos pilares, percebermos que eles são tão ou mais imperfeitos que nós próprios.

      E agora? Onde me agarro?

      Tudo uma novidade inesperada, algo que me afeta mas que ao mesmo tempo me tem que ser indiferente, da melhor e da pior forma possível.

      Resto apenas eu, aquela atitude egoísta, mas que cada vez mais acredito ser aquela que nos mantém seguros no sítio, que nos mantém fiel ao que nós realmente somos.

      Apenas eu, e só eu, que mesmo sendo imperfeito, conheço-me minimamente, e sei com o que poderei contar. 

      Tudo à nossa volta não passa de uma simples mundo, construído por nós, peça por peça, que nos deixa enclausurados dentro dele, que após longos anos de esforço e carinho, nos abandona, nos faz sofrer, e nos deixa assim, livres dele e do seu enredo.

      E assim, invento formas de poder viver e de crer, fingindo ser ignorante, e pensar na melhor forma de poder dar aquilo que não consigo dar, e sinto tudo isto como um sopro, que passa efémero, mas que me arrasa por que apenas passando, ele passou.

      Querer fugir, querer correr, e nunca mais olhar para trás, deixar o que já foi meu e começar aquilo que me pertence, como é isso possível?

 

 

 

 

      É tão simples escrever, mas tão complicado de viver...

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